Trabalhadores de aplicativos podem ganhar pontos de apoio em Curitiba com sala de descanso e Wi-Fi

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O projeto prevê pontos de apoio com banheiros, área de descanso, Wi-Fi e espaço para refeição. (Foto: Carlos Costa/CMC)

O município de Curitiba pode obrigar as empresas operadoras de aplicativos de transporte e entrega a instalarem e manterem pontos de apoio aos trabalhadores por toda a cidade. Pelo menos é isso o que prevê um projeto de lei encaminhado pela Professora Angela (PSOL) à Câmara Municipal de Curitiba (CMC).

De acordo com a parlamentar, a iniciativa busca “corrigir uma grave lacuna de dignidade humana no ecossistema da ‘Gig Economy’”. Ela faz referência ao modelo de trabalho flexível, sem vínculo trabalhista e intermediado por plataformas digitais.

Atualmente, milhares de trabalhadores em Curitiba atuam sem qualquer suporte físico, sendo comum vê-los aguardando chamadas sob intempéries climáticas, sem acesso a banheiros ou locais para refeição”, afirma a vereadora na justificativa do projeto de lei (005.00043.2025).

A proposição prevê a instalação de pelo menos um ponto de apoio em cada Regional de Curitiba. São elas: Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, CIC, Matriz, Pinheirinho, Portão, Santa Felicidade e Tatuquara. Essa divisão, argumenta Professora Angela, “garante a capilaridade necessária para que o trabalhador nunca esteja distante de um ponto de suporte”.

Além disso, cada ponto de apoio deverá contar com uma estrutura mínima. Entre elas estão:

  • sanitários e vestiários masculinos e femininos, com chuveiros;
  • sala de descanso com mobiliário adequado, acesso à rede Wi-Fi e pontos de recarga de celulares;
  • espaço para refeição com equipamentos para aquecimento de alimentos e água potável;
  • estacionamento temporário para bicicletas e motocicletas;
  • vagas de espera para veículos de transporte de passageiros.

Impacto “nulo” para o município e possibilidade de parceria entre empresas

A professora Angela ainda argumenta que o impacto financeiro para o Município de Curitiba será zero. Isso porque a obrigação de instalação, manutenção e custeio recai integralmente sobre as empresas privadas operadoras de aplicativos.

Além disso, o projeto de lei também autoriza a parceria entre diferentes empresas operadoras para o compartilhamento e custeio conjunto dos pontos de apoio. As empresas que não cumprirem com essas obrigações, por outro lado, poderiam ser multadas e até sofrer com suspensão do alvará de funcionamento.

Tramitação

O projeto de lei foi protocolado no dia 9 de fevereiro e já está tramitando nas comissões temáticas da Câmara de Curitiba. Se aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo prefeito, o projeto entra em vigor no dia de sua publicação. Confira na imagem abaixo como é o trâmite de um projeto de lei na Câmara Municipal de Curitiba.


Fonte Bem Paraná

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