Qual a importância do ’12º jogador’ em Copas do Mundo? Denílson, pentacampeão mundial, conta

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Denilson no Tour da Taça Fifa (foto: Lycio Vellozo Ribas)

O ex-atacante Denílson, campeão do Mundo em 2002 com a Seleção Brasileira, falou da importância do “12º jogador” em Copas do Mundo. Trata-se daquele jogador que pode não ser titular, mas o técnico sempre conta com ele para o decorrer das partidas. Isso aconteceu com o próprio Denílson nas Copas de 1998 e de 2002.

“Copa América (de 1997) eu jogava de titular, Copa das Confederações (de 1997) eu ganhei sendo o melhor jogador, jogando como titular, mas especialmente nas duas Copas do Mundo eu acabei ficando no banco de reserva. Me incomodou no começo? Poxa, me incomodou, porque eu vinha jogando bem, titular, e de repente na cereja do bolo, banco de reserva”, disse ele. “Mas eu entendi que eu estava ali num seleto grupo de jogadores, e que eu seria importante dentro do momento que eu ia ter pra jogar, 10, 15, 20 minutos, enfim. Então todos os momentos que eu entrava em campo como o 12º jogador, eu acho que eu deixava uma marca”.

Denílson contou que encontrou com o italiano Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, no Carnaval. “E eu perguntei para ele: você já tem o seu 12º jogador? Por que eu estou dizendo isso? Porque nem sempre aquela foto inicial é a foto do time campeão. Então é importante você se sentir importante, dentro desse coletivo”, afirmou.

O ex-atacante soma 12 jogos em Mundiais, mas foi titular em apenas um – na derrota de 2 a 1 para a Noruega, em 1998. Nos outros 11, entrou no segundo tempo, inclusive nas finais de 1998 e de 2002. “Esse dado de jogador com mais jogos em Copas do Mundo saindo do banco de reserva, isso tem um significado muito grande. Porque eu não fui o titular na Copa do Mundo e estou sendo lembrado com um número com dado muito uma estatística muito interessante”, disse. “Então eu sou grato, mas eu lembro muito do meu esforço e do meu entendimento acima de tudo porque a vaidade no coletivo nesse momento de Copa do Mundo você tem que deixar ela de lado”.

A Taça Fifa esteve em São Paulo nesta segunda-feira (23), como parte do Tour da Taça do Mundo. A ação é da Coca-Cola, uma das patrocinadoras da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (24) o troféu estará no Rio de Janeiro e na quarta-feira (25) estará em Brasília. Pelos protocolos da Fifa, apenas jogadores campeões mundiais e chefes de estado podem colocar as mãos na taça sem o uso de luvas.

Além de Denílson, estiveram presentes ao evento Luciane Batista, presidente da Coca-Cola Brasil e Cone Sul; Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade para Coca-Cola Brasil e Cone Sul; Thais Moraes, diretora de Comunicação para Coca-Cola Brasil e Cone Sul; Raquel Ribeiro, head de Marketing da Coca-Cola Brasil; e Eduardo Pereyra, CEO da Coca-Cola FEMSA.


Fonte Bem Paraná

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