
Campeão da Série B com o Coritiba em 2025 e consagrado ainda o melhor jogador da competição, o meia portugues Josué está em alta. Feliz no Alto da Glória, ele quer permanecer no Coxa e jogar a Série A em 2026. A renovação de seu contrato, no entanto, não está acertada e ele também não assegura que isso, necessariamente, vá acontecer.
Em entrevista ao jornal Zero Zero, de Portugal, o craque coxa-branca abriu o jogo sobre as negociações para estender sua estadia em Curitiba. Na ocasião, falou bastante, também, sobre como tem sido vivenciar o futebol brasileiro e suas expectativas para a nova temporada, que se aproxima.
“Eu estou a negociar com o Coritiba. A minha vontade é continuar. Eu e a minha família estamos felizes. Isso para mim é o mais importante. Agora, há cláusulas no contrato que precisam de ser negociadas. Depois do ano que eu tive, em termos individuais e coletivos, as negociações têm de ser justas, tanto para mim como para o clube. Não consigo dar uma certeza, com medo de ser mentiroso”, declarou o jogador.
No bate-papo com o jornalista Pedro Serafim, Josué também disse que o primeiro objetivo do Coxa em 2026 deverá ser a manutenção na elite do futebol brasileiro. E se a equipe conseguir realizar essa missão antes do fim do campeonato, o passo seguinte passará a ser almejar uma classificação para a Copa Sul-Americana.
“Numa primeira fase, o clube tem de se estabilizar na Serie A. Não pode entrar num ‘sobe e desce’ que já aconteceu no passado. As pessoas que estão à frente do Coritiba são sérias e estão a construir a ‘casa’ como deve de ser, por baixo e não pelo telhado. Estão agora a ‘colher os frutos’”, destacou o jogador.
Em 2025, Josué foi comandado no Coxa por Mozart. Segundo o portugues, a relação entre os dois, no princípio, não foi boa. Tudo mudou, entretanto, a partir de uma conversa-chave entre o técnico e o jogador. Josué, então, finalmente se firmou no time titular alviverde e virou o principal nome da equipe. Hoje, ele atribui o sucesso do próprio Coritiba na temporada de 2025 ao treinador.
“Ele tinha garantido a subida no ano passado, com o Mirassol. Ele chegou ao Coritiba e começou do zero. Não é fácil. Não pegou na base de 2024. Ele foi o grande obreiro desta conquista. Conseguiu mostrar-nos que cada um teria o seu papel. Ele falava muito do termo ‘unidade’ e conseguiu mesmo que o grupo se unisse e caminhasse em conjunto”, exaltou Josué.
Ele ainda foi questionado sobre a chegada de Fernando Seabra ao clube, tendo de responder se poderia haver uma mudança no estilo de jogo coxa-branca agora no Brasileirão. E a responsta foi sincera: “Não sei. Não conheço o novo técnico do Coritiba. Eu também ainda estou em negociações com o clube. A verdade é que nós fomos uma equipa campeã com poucos golos anotados. Contudo, eu também sempre aprendi que os conjuntos vencedores sofrem poucos golos e nós fizemos isso.”
O meia portugues chegou ao Alto da Glória em agosto de 2024, participando de uma péssima campanha da equipe na Série B, que terminou com uma 12ª colocação e apenas 50 pontos conquistados. A situação, inclusive, chegou a fazer com que ele pensasse que o melhor era ir embora e deixar o Coritiba em 2025.
“O ano passado foi bastante difícil para mim. Quando cheguei ao Coritiba, apanhei um dos piores grupos que já tive no futebol”, declarou Josué ao Zero Zero. “Um grupo mau. Os resultados também foram maus, como é óbvio. Quando tens um grupo assim, os resultados acompanham. No entanto, este ano tive a sorte de trabalhar com um grupo incrível.”
Fonte Bem Paraná