A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), prendeu quatro pessoas durante uma operação deflagrada contra um grupo criminoso investigado por ameaças contra policiais em Cornélio Procópio, no Norte do Estado.
A operação começou nas primeiras horas desta quinta-feira (12) e contou com o apoio aéreo de um helicóptero da PCPR. Durante a ação, os policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Ao final, quatro pessoas foram presas, sendo duas por mandado e outras duas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo.
Nos locais, foram localizadas porções de crack e maconha, além de apetrechos para a venda de drogas, como balança de precisão, embalagens plásticas e recipientes vazios para armazenamento de cocaína. Além dos entorpecentes, os policiais localizaram uma metralhadora de fabricação artesanal, uma espingarda calibre 12, uma pistola calibre .380, diversas munições e rádios comunicadores. Os itens motivaram a prisão em flagrante de um casal.
As investigações apontam que a organização criminosa vinha promovendo atos de violência, sendo responsável por homicídios ocorridos em 2025 e por ações diretamente voltadas contra o Estado, inclusive com confrontos armados contra a PMPR.
“Após ter tomado ciência de denúncias anônimas sobre ameaças proferidas contra as vidas policiais militares, fizemos levantamentos de inteligência e contato com a Promotoria de Justiça e com a Polícia Civil, que instaurou inquérito para identificar a origem de tais ameaças”, explicou o comandante do 18º Batalhão da PMPR, tenente-coronel Helder de Lima Dantas Júnior.
As diligências investigativas que se seguiram levaram à identificação de integrantes do grupo que estavam ameaçando e planejando retaliações contra policiais. “A operação teve como objetivo neutralizar a ameaça iminente, preservando a integridade dos agentes públicos e da população”, afirmou o delegado da PCPR Adriano Diogo.
Com a conclusão da operação, os presos foram conduzidos ao sistema penitenciário.
Fonte Plantão 190