
O Coritiba indica que o elenco para 2026 será de jogadores “bons e baratos”, com alguma rodagem em Série A. O clube admite que o mercado está inflacionado, mas que precisará de um time mais qualificado que o que disputou a Série B de 2025.
Depois do acesso à primeira divisão, o head esportivo do Coritiba, William Thomas, disse que vê os projetos e a construção do dia-a-dia de uma equipe. “Tem que estar permanentemente buscando a capacitação e a qualificação. E aí tem um ponto que é determinante, que é a análise do contexto. A Série A é um esporte, a Série B é outro esporte. Então você tem que se adequar rapidamente, você tem que entender esse novo cenário” afirmou ele, em entrevista à rádio TMC.
Um exemplo de como o clube planeja 2026 foi visto na situação do treinador. Mozart, comandante na conquista do título da Série B e do acesso, não ficou porque não chegou a um acordo financeiro – ele queria uma valorização acima do que o clube pretendia pagar. Roger Machado, a primeira opção procurada, acabou descarada por causa de dinheiro. Já Fernando Seabra ganhava em seu último trabalho (no Bragantino) um salário dentro do orçamento coxa-branca. Os dos nomes tinham a seu favor o fato de já terem trabalhado em vários jogos na primeira divisão, algo que Mozart ainda não tinha feito.
A mesma lógica será usada na contratação de reforços. O primeiro nome cotado, o atacante Pedro Rocha, deverá aceitar um salário dentro da realidade do Coritiba – mas ainda assim maior que o que ele ganhava no Remo. O atacante foi artilheiro da última Série B, com 15 gols, e já se despediu do clube paraense.
Uma fonte possível de reforços são os clubes que caíram para a Série B e precisam enxugar a folha salarial. Na quarta-feira (10), foram citados os nomes do lateral-direito Tinga (Fortaleza), do meia-atacante Lucca Prior (Fortaleza) e do zagueiro Willian Machado (Ceará). Os dois times cearenses foram rebaixados neste ano.
Nesta quinta-feira (11), surgiu a possibilidade do atacante Tiquinho Soares vir para o Coritiba. O Santos pretende se desfazer dele, devido ao alto salário e à baixa performance no Brasileirão – 27 jogos (13 como titular) e apenas dois gols marcados. A ideia é vender, se possível. Se não, fazer um contrato de empréstimo, no qual o clube paulista ainda pagaria parte dos salários. Nesse caso, o Coritiba poderia aceitar uma negociação.
Outra possibilidade que surgiu nesta quinta foi o volante William Oliveira, 32 anos, ex-Cruzeiro. Ele disputou o último Brasileirão pelo Vitória e está livre no mercado – o contrato se encerra no dia 31 deste mês. Em tese, está livre para negociar. No Brasileirão, ele atuou em 20 jogos (16 como titular) e marcou um gol, na derrota de 3 a 1 para o Cruzeiro.
Fonte Bem Paraná