
No dia 4 de outubro, o eleitorado brasileiro participa de mais uma eleição geral, quando serão escolhidos o presidente da República, os governadores dos estados, os senadores e os deputados federais e estaduais.
Embora as candidaturas ainda não estejam oficialmente registradas, os bastidores já estão em plena movimentação. As convenções partidárias, etapa obrigatória para a formalização dos nomes, acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto. O prazo final para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atualmente, o Paraná é representado no Senado por Flávio Arns (PSB), Oriovisto Guimarães (PSDB) e Sergio Moro (União Brasil). Com três cadeiras em jogo, lideranças de diferentes espectros ideológicos já se posicionam, ainda que de forma informal, como pré-candidatas.
A seguir, confira a análise do cenário político e dos nomes que despontam como possíveis candidatos ao Senado.
Gleisi Hoffmann entra na disputa para fortalecer palanque de Lula

Entre os nomes mais consolidados está o de Gleisi Hoffmann (PT). Advogada, deputada federal licenciada e atual ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ela presidiu nacionalmente o Partido dos Trabalhadores entre 2017 e 2025.
Inicialmente cotada para disputar novamente a Câmara dos Deputados, Gleisi decidiu aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Senado no Paraná. A estratégia, segundo aliados, é fortalecer o palanque presidencial no estado. A chapa deverá ter como candidato ao governo o deputado estadual Requião Filho (PDT).
Filipe Barros articula com Bolsonaro e aguarda definição de Ratinho Junior

No campo da direita, o deputado federal Filipe Barros (PL) também se movimenta para disputar uma das vagas ao Senado. Ligado ao movimento Direita Paraná, ele conta com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O cenário, no entanto, depende da composição política do PL no estado. O objetivo de Barros é integrar uma aliança com o candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD). Caso Ratinho decida disputar a Presidência da República, o alinhamento político pode mudar, aproximando Barros do palanque do senador Flávio Bolsonaro. Nesse contexto, a disputa interna por espaço ao Senado pode se tornar menos complexa.
Álvaro Dias retorna ao MDB e avalia caminho eleitoral

Outro nome experiente que reaparece no tabuleiro eleitoral é o de Álvaro Dias. Ex-governador e ex-senador, ele voltou recentemente ao MDB, movimento interpretado como um indicativo de possível candidatura ao Senado.
Nos bastidores, há a possibilidade de que ele opte por concorrer à Câmara dos Deputados, dependendo da configuração das chapas majoritárias no estado.
Cristina Graeml enfrenta impasse dentro da federação União-PP

A jornalista Cristina Graeml, que disputou a prefeitura de Curitiba nas últimas eleições, é apontada como pré-candidata ao Senado pelo União Brasil. Seu projeto, porém, está diretamente ligado ao futuro político do senador Sergio Moro, seu aliado.
O União Brasil integra uma federação com o Progressistas (PP), mas a direção estadual do PP resiste à candidatura de Moro ao governo do Paraná. O impasse afeta também Cristina, já que sua candidatura depende do mesmo arranjo político. Diante desse cenário, há especulações de que ela possa até deixar a legenda.
Jeffrey Chiquini considera Senado, mas Câmara é alternativa

No partido Novo, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou em entrevista ao jornal Bem Paraná que avalia a possibilidade de disputar o Senado. Ainda assim, a tendência é que ele concorra a uma vaga na Câmara dos Deputados, dependendo das definições partidárias.
Fonte Bem Paraná