
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou por 60 dias a investigação contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O pedido por mais tempo foi feito pela Polícia Federal.
Segundo integrantes da PF, a dilação de prazo já era esperada como praxe do andamento desse tipo de apuração.
No entanto, como mostrou a Folha de S. Paulo, o trecho sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB (Banco de Brasília) poderá ser concluído rapidamente.
O esquema teria envolvido créditos inexistentes de R$ 12,2 bilhões. Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.
Lima, Bull e Silva foram intimados a depor à PF entre os dias 26 e 28 de janeiro no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de venda ao BRB. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época, assim como Vorcaro, cujo depoimento está previsto para o dia 27.
Também nesta sexta, Toffoli reduziu de 6 para 2 dias o prazo para que a PF colha os depoimentos de investigados no caso e pediu que a PF sugira um novo cronograma com dois dias consecutivos, diante de “limitação de pessoal e disponibilidade de salas” no Supremo.
A PF ainda pode ampliar a apuração sobre a atuação de Vorcaro, do Master e de outros investigados, com a abertura de novos inquéritos. No entanto, a decisão dos agentes, por enquanto, é concentrar os esforços na apuração sobre as fraudes e evitar que uma única investigação se amplie indefinidamente com a inserção de fatos novos.
A corporação já iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um exército de influenciadores para atacar a atuação do BC e a possível participação de Vorcaro na contratação desses perfis. Pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso do Banco Master.
Neste ponto, ainda não há inquérito aberto -as investigações estão em curso com um procedimento da PF chamado NCV (Notícia-Crime em Verificação). Uma das possibilidades é abrir um novo inquérito.
Fonte Bem Paraná