
O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, deu explicações após o empate em 2 a 2 com o Operário, em Ponta Grossa, no último sábado (dia 14). Na partida de ida da semifinal do Campeonato Paranaense, o Coxa abriu 2 a 0 no placar, mas acabou sofrendo o empate no segundo tempo. O treinador citou o desgaste físico como uma questão a ser considerada. E explicou como será o diálogo com o elenco para melhorar o desempenho.
Perguntado sobre vai cobrar os jogadores após erros individuais, Seabra explicou como vai trabalhar o ambiente no clube.
“Orientação, incentivo e cobrança. Só a cobrança não vai resultar em nada. Uma hora não tem mais ambiente ou não tem mais abertura para ouvir. Agora, sempre que uma pessoa te incentiva e te orienta, você vai aceitar a cobrança dela. Então, isso serve para a relação de comissão com o jogador e isso serve para a relação dos jogadores entre si. Então, a gente vai trabalhar essa mentalidade, essa cultura. Vamos colocar isso nos treinos para que exista esse tipo de comunicação interna. Porque, na verdade, quando você está num jogo desse, a comunicação interna faz toda a diferença para manter o nível de atenção de todo mundo, o nível de vibração de todo mundo. E, se esses erros individuais estão se repetindo, a gente precisa buscar aprofundar essa dinâmica interna de grupo dentro de campo”, declarou o treinador, em entrevista coletiva.
Evolução defensiva
Seabra também elogiou a evolução coletiva da equipe no aspecto defensivo. “O jogo de hoje eu entendo que nosso primeiro tempo provavelmente tenha sido o nosso melhor jogo defensivo. A gente teve uma evolução nesse sentido não só porque permitiu poucas oportunidades ao adversário, mas porque teve muitas recuperações intermediárias e altas”, destacou.
No entanto, no segundo tempo, o Coritiba não teve forças para segurar o Operário. “Hoje nitidamente a gente sentiu o desgaste tanto pela sequência tanto pela intensidade que colocou defensivamente no primeiro tempo. E não conseguiu manter. E o adversário teve mérito na segunda etapa nas manobras que fez”, afirmou.
Coragem para arriscar
O comportamento da equipe na saída de bola também foi analisado por Seabra. “De uma forma geral, a equipe tem se portado sempre aberta, interessada e comprometida em buscar fazer, e com coragem para fazer. Tem situações que a gente erra na saída de bola, porque está tendo coragem de tentar fazer. E tem situações que a gente consegue jogar, consegue criar vantagem. Tem situações que a gente consegue ter uma boa ocupação do último terço, que a gente consegue ter um bom ataque de área”, explicou.
Fonte Bem Paraná