Técnico do Coritiba explica escalação de Lavega como volante

Lavega, do Coritiba
Lavega, do Coritiba (Crédito: Divulgação/ JP Pacheco/Coritiba)

O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, explicou a decisão de usar o ponta Lavega como volante, no empate em 3 a 3 com a Chapecoense, na última quarta-feira. O uruguaio entrou no lugar do volante colombiano Sebástian Gómez, que também tem como característica avançar bastante pelo lado esquerdo.

“A medida que o tempo passa vai conhecendo bem os jogadores e tem a oportunidade de usar essa versatilidade que alguns apresentam. Então o Lavega ele jogou na linha da frente jogou na linha média jogou por fora jogou por dentro. E em função de ser um jogador que é muito universal, é um bom condutor, é um bom receptor, é um bom passador e tem bastante dinâmica, a gente entendeu que ele poderia fazer esse médio com uma certa profundidade por jogar do lado esquerdo inclusive, fazendo os movimentos que ele e o Seba fazem muito bem como médios da esquerda e com uma boa dinâmica”, declarou Seabra, em entrevista coletiva.

Esquema 4231 do Coritiba
O esquema tático 4-2-3-1 do Coritiba, com Lavega de volante (Crédito: OGOL)

O treinador do Coxa usou a expressão ‘médio’ para descrever a posição de volante – essa nomenclatura é usada em Portugal e por vários treinadores brasileiros.

“Era uma aposta em ter um time que fosse capaz de ter uma boa construção no campo todo, como a gente conseguiu ver em alguns momentos, até na primeira construção do jogo a gente já cria uma chance muito boa. E um time que pudesse ter mais controle no campo do adversário e que para ser eficaz defensivamente iria depender de um trabalho coletivo coordenado”, disse Seabra.

O treinador usou o esquema tático 4-2-3-1 contra a Chapecoense e vem usando esse formato como base do seu trabalho em 2026. Esse é o sistema tático mais usado no Brasil desde 2011.

Erros defensivos

Seabra também comentou os erros defensivos do Coxa em Chapecó. “Quando a gente olha as vitórias, elas também podem esconder algumas coisas, se você não for bem criterioso. No primeiro tempo do jogo contra o Cruzeiro, nós tivemos muitas dificuldades defensivas marcando baixo. E hoje a gente teve, em alguns momentos, de uma forma com menos volume, nós também apresentamos algumas dificuldades. E aí são dificuldades de coordenação defensiva, que acontecem principalmente por uma falta de treino”, explicou.

Para o técnico, as equipes de Série A tiveram pouco tempo para treinamento, devido ao início dos Estaduais já em janeiro. “Então eu acho que essas dificuldades de coordenação elas estão muito associadas à característica do início de ano. No início de ano que está tendo os jogos do estadual atravessando também”, disse. “Está sendo uma característica geral não só do jogo de hoje mas de muitos jogos que você pode ver no Campeonato Brasileiro. Então muitos jogos com placar elástico”, argumentou.


Fonte Bem Paraná

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *