Simepar confirma downburst, e não tornado, como causa de destruição em oficina de Campina Grande do Sul

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) divulgou nota técnica esclarecendo o fenômeno responsável pela destruição parcial de uma grande oficina de molas de carreta, em Campina Grande do Sul, na terça-feira (17). Parte da estrutura do estabelecimento desabou devido à força do vento. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.

De acordo com o órgão, foram analisados dados de radar meteorológico, imagens de satélite, registros de descargas elétricas e vídeos enviados por moradores. Até o momento, não há qualquer indício de vento em rotação, elemento essencial para caracterizar um tornado.

A análise técnica aponta que o evento foi um downburst, também conhecido como microexplosão atmosférica. O fenômeno ocorre quando uma intensa coluna de ar frio desce rapidamente de uma nuvem de tempestade do tipo cumulonimbus. Ao atingir o solo, esse ar se espalha horizontalmente, provocando rajadas extremamente fortes e destrutivas em linha reta.

Embora os danos possam lembrar os causados por tornados, o downburst não apresenta rotação. Para a formação de um tornado, é necessária a presença de uma supercélula com mesociclone, estrutura atmosférica que gera vento giratório organizado, o que não foi identificado neste caso.

O Simepar informou que seguirá acompanhando a situação e analisando eventuais novos registros, mas, até o momento, a conclusão é de que o fenômeno registrado foi um downburst, e não um tornado.


Fonte Plantão 190

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