
O meia Josué, 35 anos, explicou qual o clima no Coritiba após o empate contra o Athletic-MG, no último sábado, partida que terminou com vaias no Couto Pereira. Em entrevista coletiva, ele comentou sobre a pressão por não conquistar o título da Série B dentro de casa e revelou que esse será um título inédito na carreira dele, caso o Coxa erga o troféu neste domingo, em Manaus.
TÍTULO INÉDITO
“A verdade é que nós temos um jogo importante domingo, muito, muito, muito, muito importante. Certamente um dos jogos mais importantes da minha carreira também, porque em termos de pontos corridos em campeonato, vai ser o primeiro campeonato que eu vou ganhar. Apesar dos países que eu tive, ganhei sempre as copas que lá joguei, mas nunca ganhei um campeonato de pontos corridos e este é o primeiro. E significa, é muito importante para mim”
Josué já atuou em Portugal, Polônia, Israel, Turquia e Holanda. E conquistou seis copas nesses países, mas nunca venceu uma liga por pontos corridos.
VAIAS APÓS EMPATE
“Então, é verdade que conseguimos o acesso e não conseguimos o título em casa. Tanto a torcida como os jogadores queriam esse título. Não foi possível. Do outro lado, também está uma equipe que treina, que estava a lutar para sobreviver na Série B. O mais importante é que temos um propósito muito grande, que é ser campeões. Temos de olhar para a frente. Chegar ao Amazonas e conseguir a vitória, conseguir os três pontos com humildade, respeitar o adversário. Obviamente as críticas existem. Agora a parte da pressão, eu acho que é muito mais midiática a pressão fora do nosso dia-a-dia, que querem colocar em nós, do que nós sentirmos essa pressão midiática que querem colocar sobre nós. Temos 50% no G4, 35% ou 40% em primeiro lugar. Se tem um time que aguenta pressão acho que é o Coritiba. Isso é prova de todos os pontos corridos que nós tivemos desde o início até agora. Acho que fomos e somos o melhor time. Por que isto não conta? Eu às vezes ouço muitas pessoas, muita gente a dizer: ‘nos últimos 10, 15 jogos’. Mas esquecem-se que a Série B tem 38 rodadas e nessas 38 rodadas ninguém pode dizer que o Coritiba não foi o melhor do que os outros todos”
“Depois da conversa que nós tivemos, o Mozart disse-me aquilo que queria de mim, o que gostava e o que não gostava. E eu falei com ele o que me estava a deixar desconfortável e o que não me estava a deixar confortável. O treinador é ele e chegou um momento da temporada que o jogador tem que mudar. Se quer jogar, tem que mudar pelas ideias do treinador. Caso contrário, não vai jogar nunca. É impossível. E foi bom essa conversa que nós tivemos, esse diálogo, esse frente a frente, olho no olho, falar tudo aquilo que nós temos para falar. Acho que é assim que o Mozart conquistou todo o plantel, a maneira dele estar e dele trabalhar. Quanto a mim, eu sou mais um jogador. Cada um tem o seu papel na equipa, cada um tem o seu papel em campo, cada um sabe aquilo que tem que fazer. Eu tento fazer o que me é pedido na minha posição. Óbvio que a minha maneira de jogar é diferente de outros jogadores. Eu sou um jogador que, mesmo com pressão, eu gosto de assumir o erro, sabendo que vou errar muitas vezes. Aquilo que poderia jogar fácil eu erro, por não querer jogar fácil, por assumir o risco, por tentar fazer algo diferente. Esse é o meu tipo de jogo, sempre foi, e eu assumo isso com muita responsabilidade, com muita tranquilidade”.
Fonte Bem Paraná