Hellmann defende Mendoza e prevê variações no jogo do Athletico

Odair Hellmann, técnico do Athletico
Odair Hellmann, técnico do Athletico (Crédito: Robson Mafra)

O técnico do Athletico Paranaense, Odair Hellmann, elogiou o atacante Kevin Viveros, defendeu o versátil Steven Mendoza e avisou que vai apresentar variações no estilo de jogo da equipe no Brasileirão. Confira os principais pontos da entrevista coletiva do treinador, após a vitória sobre o Internacional, em Porto Alegre:

Steven Mendoza

“Tem jogadores que são muito cobrados, por exemplo, o Mendoza. Muito cobrado. E hoje, para mim, o Mendonza fez uma excepcional partida, taticamente, tecnicamente. E a gente precisa colocar isso também para o torcedor, para que ele tenha essa confiança. Porque a gente sabe o que está fazendo, as escolhas que está fazendo e o porquê está fazendo”

O atacante Steven Mendoza: do Athletico-PR
Steven Mendoza: ele já foi improvisado na lateral-direita do Athletico (Crédito: Rui Santos)

Kevin Viveros

“O Viveros hoje fez uma partida para a equipe, coletivamente, muito importante. Tanto que o gol nosso inicia numa pressão do Viveros. Ele tem duas oportunidades claras. Ele não perde esses gols. Ele tem qualidade e vai fazer em outras oportunidades. Mas o Viveros passou um período difícil na preparação. Foi o único jogador que não jogou praticamente nem um minuto. Teve que cuidar um pouco da sua família. Dentro de um processo de pré-temporada, ele perde um pouco de treinamento, perde um pouco de ritmo. Aconteceu com outros jogadores, com vários”

O centroavante Kevin Viveros, do Athletico Paranaense
O atacante Kevin Viveros, do Athletico (Crédito: Rui Santos)

“O Viveros, hoje, não ajudou com seus gols, mas ajudou muito competindo, correndo, abrindo oportunidades, sustentando a profundidade. Porque hoje era um jogo de ter profundidade. A gente conseguiu dificultar muito o Internacional, porque o Internacional sobe as linhas, pressiona para frente”

Estratégia jogo a jogo

“Isso não significa que no próximo jogo a gente não tenha que buscar também um jogo de posse (de bola). Porque a gente também tem essa qualidade, tem essa possibilidade. Mas nós vamos estudar jogo a jogo. Porque o Campeonato Brasileiro de 38 rodadas precisa ter regularidade, resultado e estratégia”

“Eu tenho sonhos. Eu gostaria que a gente ficasse 90% com posse de bola, chutasse 25 bolas no gol e fizesse 5 gols por jogo. Mas não é assim no futebol, porque tem adversários que estão no melhor momento ou são melhores. Eu acredito nessa mudança de cara. O que não muda são os conceitos. Independente da forma que você está jogando, ou propondo um pouco mais, ou tendo um pouco mais de posse, os conceitos são bem definidos, com e sem bola. É uma organização, uma compactação sem bola, é uma agressividade no portador, é subir (a marcação). O futebol não é o que você quer, é o que você tem. Você tem um adversário que, às vezes, está melhor no jogo e que te empurra para trás, como o Internacional fez”

“Os jogadores têm uma naturalidade para trabalhar dentro dessas estratégias diferentes”

“E fui ver Liverpool. E eu vi o Real Madrid marcando baixo, com o Vinícius Júnior, o Mbappé.
Porque tem momentos no jogo que você vai marcar baixo. Tem momentos que o adversário, mesmo que o adversário tinha menos qualificação que ele, empurrava o Real Madrid para trás, quebrava essa primeira linha de pressão, empurrava o Real Madrid para trás. E o Real Madrid, se não defender bem, toma gol e perde”


Fonte Bem Paraná

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