ESPECIALISTAS descobriram experimentos repugnantes realizados há quase 500 anos para curar problemas como calvície e úlceras nas partes íntimas.
Entre os ingredientes estão cocô humano, cabeças de lagarto cozidas em azeite e dentes de hipopótamo.


Eles sugeriram esfregar cocô na cabeça para curar a calvície.
E consumir um pouco de noz-moscada aparentemente resolveria problemas como úlceras genitais.
As receitas chocantes foram encontradas depois que os cientistas estudaram dois manuais médicos alemães da era renascentista, publicados em 1531 por um oftalmologista e cirurgião chamado Bartholomäus Vogtherr.
Embora esses livros já estejam em posse de pesquisadores há algum tempo, nunca soubemos se as pessoas realmente experimentaram as receitas grosseiras.
VIVER EM GRANDE
Enorme vila romana bem preservada encontrada escondida sob a ‘Pompéia do Reino Unido’
ENCONTRO REFRIGERANTE
Antigo poço de sacrifício descoberto onde vítimas foram massacradas usando métodos brutais
Amostras cobertas por notas manuscritas e impressões digitais indicam que os usuários testaram as instruções detalhadas nos livros enquanto faziam seus próprios acréscimos.
Então, os especialistas decidiram analisar resíduos invisíveis – usando uma técnica chamada análise proteômica – para descobrir o que estava sendo usado.
A equipe descobriu vestígios químicos e derramamentos que revelam o que as pessoas ousaram fazer anos atrás.
“Esses vestígios incluem componentes do suor, às vezes saliva, metabólitos, contaminantes e componentes ambientais”, coautor do estudo Gleb Zilberstein revelado à Ciência Viva.
Tiras especiais foram usadas para retirar cuidadosamente as proteínas do papel sem danificar o delicado livro.
Um total de 111 proteínas foram sequenciadas.
Alguns ingredientes eram perfeitamente inofensivos, como a faia europeia, o agrião e o alecrim, para curar a queda de cabelo e também para fortalecer o crescimento dos pelos faciais.
Mas outros sugerem espalhar fezes humanas na cabeça todos os dias para superar a queda de cabelo.
Enquanto isso, vestígios de proteínas de hipopótamo indicam que os leitores podem estar sofrendo de problemas dentários – desde mau hálito até dor de dente.
O estudo foi publicado na revista American Historical Review.
Fonte – thesun.