Em suposta briga no banheiro de bar, policial civil de folga atira em cliente no Centro de Curitiba

Um homem de aproximadamente 50 anos foi baleado dentro do banheiro do Barbaran Ucrânia, na Alameda Augusto Stelfeld, em Curitiba, na noite desta sexta-feira (26). O disparo ocorreu após uma briga envolvendo um policial civil que estava de folga no local.

De acordo com as informações iniciais, a confusão começou com uma discussão entre o policial e outro cliente do bar. Dentro do banheiro, o homem teria agredido o agente, que reagiu com um disparo de arma de fogo, atingindo o tórax da vítima.

O ferido foi socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Evangélico. Mais tarde, a mesma ambulância retornou ao estabelecimento para prestar atendimento ao policial, que sofreu ferimentos no rosto. Após receber cuidados médicos, ele seria levado à Central de Flagrantes para os devidos procedimentos.

Testemunhas relataram que a vítima estava acompanhada de familiares que vieram do Rio Grande do Sul para visitar a cidade. A motivação da briga ainda não foi esclarecida.

O proprietário do Barbaran, Igor Baran, lamentou o episódio e afirmou que a casa foi vítima de uma conduta irresponsável. “Infelizmente, um agente de segurança fez consumo de bebidas alcoólicas e dentro do banheiro fez disparos. É lamentável que uma situação dessas ocorra. Pôs em risco vários clientes da casa”, disse. Ele acrescentou que, além de prestar apoio às vítimas, considera inadmissível o porte de arma associado ao consumo de álcool.

O caso também gerou repercussão entre representantes do setor. O presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, cobrou punição exemplar: “Lamentável que um policial mobilize dezenas de policiais militares e civis para cuidar de uma situação dessas. Uma pessoa que tinha que dar exemplo dá um exemplo negativo. Esperamos que a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil não passem pano nessa questão”, destacou.

O episódio segue sob investigação e imagens de câmeras de segurança do bar devem auxiliar no esclarecimento do caso. O policial civil que não teve o nome divulgado está na corporação há 2 anos.


Fonte Plantão 190

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