
A adesão de Curitiba ao Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (COMESP) marca um novo ciclo de integração no comércio regional entre Curitiba e RMC. Karime Fayad, prefeita de Rio Branco do Sul e presidente do consórcio, afirmou que a medida une forças políticas e técnicas em prol de um desenvolvimento regional compartilhado.
“Não existe região metropolitana sem capital. Precisamos trabalhar unidos, porque nossos desafios e soluções são comuns”, declarou.
Segundo ela, o comércio regional entre Curitiba e RMC passa a ter base institucional, capaz de gerar avanços concretos na economia, na sanidade e na qualidade dos produtos locais.
Curitiba foi oficializada como parte da COMESP em evento realizado em auditório de prédio na capital paranaense nesta terça-feira (28). Prefeitos de cidades metropolitanas que integram o consórcio estavam presentes.
Adesão gratuita impulsiona integração metropolitana
A entrada de Curitiba no COMESP ocorreu sem cobrança da taxa de adesão, cobrada de outros municípios. Ademais, o acordo envolveu equipes técnicas e jurídicas do consórcio e da Prefeitura de Curitiba, com apoio do prefeito Eduardo Pimentel.
Portanto, com a nova parceria, a capital participa do programa de sanidade animal e da certificação SIMCOMESP, vinculada ao SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). Assim, produtos de origem animal e agrícola da região metropolitana passam a ser vendidos legalmente em Curitiba, enquanto produtores curitibanos ganham acesso facilitado aos mercados da RMC.
Essa integração representa mais que uma abertura comercial: demonstra a aproximação entre a gestão pública e o setor produtivo, o que cria condições para um circuito regional de abastecimento sustentável.
Produtores da região ganham acesso ao mercado da capital
Para Eduardo Pimentel, o comércio regional entre Curitiba e RMC reflete a interdependência que há muito tempo movimenta a economia metropolitana.
“Essa integração fortalece o cinturão verde e garante produtos de qualidade a preços justos para o consumidor curitibano”, afirmou.
Os produtos certificados ocupam feiras, mercados municipais e programas públicos de alimentação, como a merenda escolar. Além disso, a logística curta reduz custos e impacto ambiental, enquanto o controle sanitário reforça a segurança alimentar.
Karime Fayad enfatiza que a adesão de Curitiba traz coerência metropolitana.
“Essa decisão mostra que a capital entende seu papel integrador. Quando Curitiba participa, todos os municípios crescem juntos”, completou.
COMESP amplia atuação e lança programa especializado para crianças com TEA
Paralelamente à adesão de Curitiba, o COMESP lançou o Programa de Atendimento Especializado TEA, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA).
A iniciativa oferece diagnóstico, acompanhamento multiprofissional e teleconsultoria especializada a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos municípios consorciados. O objetivo é ampliar o acesso e qualificar o atendimento, unindo tecnologia e cuidado humanizado.
Nos municípios participantes, o atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que realizam a triagem e o encaminhamento. Portanto, em até 72 horas, o médico da atenção primária recebe orientação de um neuropediatra ou psiquiatra infantil por meio do Sistema Integrado de Telemedicina e Telessaúde do Paraná (STT-PR).
Financiamento
Os casos que exigem acompanhamento presencial seguem para os Ambulatórios de Especialidades do COMESP (AME Norte e AME Sul). Nessas unidades, uma equipe multiprofissional — médica, psicológica, fonoaudiológica, terapêutica e social — elabora um Projeto Terapêutico Singular (PTS) adaptado a cada criança e sua família.
O programa é financiado com recursos do superávit do Fundo de Contingência do COMESP. Além disso, tem duração inicial de oito meses. A previsão é atender 4.796 crianças e adolescentes, cerca de 50 % do público-alvo estimado em 9.592 pacientes.
O investimento total soma R$ 1.427.520, dividido entre teleconsultorias (R$ 28 mil/mês), equipe multidisciplinar (R$ 104 mil/mês) e consultas médicas (R$ 46.440/mês). Após essa fase, a continuidade será mantida por meio de Contrato de Programa entre o COMESP e os municípios participantes.
Para Karime Fayad, o projeto reforça o papel do consórcio como instrumento de inovação e cooperação regional.
“Com o Programa TEA, mostramos que a gestão consorciada gera resultados concretos — tanto na economia quanto na saúde”, observou.
Expansão do comércio metropolitano fortalece economia local
A adesão de Curitiba ao COMESP consolida um modelo de gestão metropolitana mais colaborativo. O comércio regional entre Curitiba e RMC deve gerar novos empregos, ampliar a competitividade das pequenas empresas e fortalecer o consumo local.
Ao mesmo tempo, programas como o TEA demonstram que a integração ultrapassa a economia, alcançando áreas essenciais como saúde e inclusão social.
Nesse contexto, o consórcio liderado por Karime Fayad se consolida como referência em governança intermunicipal. O modelo tem como base a combinação de técnica, sensibilidade e visão de futuro. Além disso, avanço conjunto da capital e da RMC confirma que a metrópole cresce de forma mais sólida quando compartilha suas conquistas..
Fonte Bem Paraná