
Curitiba pode ganhar em breve uma Rota do Turismo Católica, com um circuito que reúne igrejas históricas, santuários, museus e espaços de memória ligados à tradição católica na cidade. Pelo menos é isso o que propõe um projeto de lei que será apreciado nesta terça-feira (17 de março) pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A iniciativa é de autoria da vereadora Rafaela Lupion (PSD).
Conforme a proposta, a rota turística seria organizada em três eixos temáticos: Patrimônio Histórico, Grandes Santuários e Locais de Memória e Espiritualidade. Entre os pontos citados estão a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a Igreja da Ordem, o Museu de Arte Sacra, o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, o Santuário do Perpétuo Socorro e o Bosque do Papa (005.00677.2025).
Na justificativa à proposição, a parlamentar destaca que a Capital possui uma rica trajetória histórica e cultural profundamente marcada pela influência da Igreja Católica desde os primórdios de sua colonização. Ela recorda, inclusive, a lenda de fundação da cidade, que diz que uma imagem da Nossa Senhora da Luz, trazida pelos portugueses, amanhecia todos os dias voltada para uma determinada direção e os colonos decidiram mudar-se do local em que estavam. Ao pedir orientação do Cacique dos Campos de Tindiquera, saíram todos em caminhada até que ele fincou seu cajado no chão – onde hoje é a Praça Tiradentes – e exclamou: “Core-Etuba”.
“Portanto, veja que a fé católica não apenas orientou a formação sociocultural do município, como também legou a nós curitibanos um patrimônio histórico, arquitetônico, artístico e espiritual de inestimável valor, o que se mantém como referência identitária ainda na atualidade”, escreve a vereadora. “A criação da Rota do Turismo Católico de Curitiba justifica-se pela necessidade de preservar, valorizar e divulgar esse acervo histórico e religioso, que inclui templos seculares, santuários de grande devoção, museus de arte sacra e locais de espiritualidade. Muitos desses espaços são testemunhos da história de todos nós e da atuação de ordens religiosas, irmandades e comunidades que ajudaram a moldar a identidade curitibana”, complementa ainda ela.
Além de valorizar a dimensão religiosa e histórica desses espaços, o projeto prevê que o circuito seja reconhecido como Área Especial de Interesse Turístico (AEIT). Na prática, isso busca integrar a rota a políticas públicas de turismo, cultura e urbanismo, com possibilidade de melhorar a sinalização, estimular eventos temáticos, ampliar serviços turísticos e fortalecer a infraestrutura dos locais incluídos. O projeto também menciona parcerias com a iniciativa privada e a integração com a Região Metropolitana.
Fonte Bem Paraná