Vereador quer que Curitiba crie política de incentivo às pesquisas sobre polilaminina 

tatiane polilamina
Pesquisadora Tatiana Sampaio, cujo trabalho popularizou a polilaminina no Brasil. (Foto: Arquivo/UFRJ)

Curitiba pode criar uma política de inventivo à pesquisas voltadas à Polilamina, composto que tem sido estudado como um potencial remédio para lesões medulares. A iniciativa é um projeto de lei do vereador Nori Seto (PP), que começou a tramitar recentemente na Câmara Municipal de Curitiba (CMC).

De acordo com o parlamentar, o incentivo às pesquisas e ao desenvolvimento tecnológico voltados à Polilaminina seria importante por conta do “potencial revolucionário” do composto em tratamentos de recuperação do sistema nervoso central e periférico, além da regeneração de tecidos complexos.

A ideia, então, seria “fomentar o progresso científico, a inovação tecnológica e o potencial terapêutico” da polilaminina em Curitiba, por meio de parcerias com universidades e centros de pesquisa, apoio a eventos científicos e intercâmbio com redes internacionais. O projeto também prevê incentivo à instalação de startups e laboratórios focados em biomateriais no ecossistema de inovação do Vale do Pinhão (005.00063.2026). 

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma estrutura produzida em laboratório a partir da laminina (proteína da matriz extracelular), investigada há anos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob liderança da bióloga Tatiana Sampaio. A linha de pesquisa busca avaliar se essa estrutura pode favorecer a reconexão de neurônios em contextos de lesão, em especial na medula espinhal. Em 5 de janeiro de 2026, Ministério da Saúde e Anvisa autorizaram estudo clínico de fase 1 (focado em segurança), com cinco voluntários e parceria com o laboratório Cristália, no contexto de trauma raquimedular agudo.

Ideia é posicionar Curitiba “na vanguarda da medicina”

Na justificativa, Nori Seto manifesta a vontade de posicionar Curitiba “na vanguarda da medicina regenerativa e da bioengenharia”. O texto também afirma que, com a criação da política pública, “Curitiba sinaliza para a comunidade científica nacional e internacional que possui um ambiente jurídico e institucional favorável à inovação de ruptura”. A Lei de Inovação possui diversos mecanismos, diz o vereador, para estimular a pesquisa aqui.

Com base na lei 15.324/2018, pesquisas como as relacionadas à polilaminina podem ser estimuladas por meio de alianças estratégicas e projetos de cooperação entre universidades, centros de P&D, startups e poder público, além do fortalecimento de ambientes de inovação — como incubadoras e parques tecnológicos —, inclusive com cessão de imóveis e participação municipal na governança . A norma também autoriza instrumentos de fomento para financiar P&D (termo de outorga, convênios e similares) e prevê mecanismos aplicáveis a empresas inovadoras, como subvenção econômica, financiamento, bônus tecnológico, encomenda tecnológica, bolsas e uso do poder de compra governamental .


Fonte Bem Paraná

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