Projeto lançado em Curitiba promove a reintegração social de mulheres em situação de violência

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A Casa da Mulher Brasileira. Foto: José Fernando Ogura/Secom

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e a Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg/PR) realizaram na última semana um ato simbólico para o lançamento do projeto ‘Cartório Acolhedor’, na Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Curitiba.

A ação foi proposta pela Corregedoria da Justiça a partir de um evento que tratou da importância do Foro Extrajudicial participar do enfrentamento à violência doméstica e familiar no país. O objetivo é promover a reintegração social e o ambiente inclusivo para mulheres em situação de violência doméstica, por meio de oportunidades de emprego, estágio e capacitação profissional nas serventias do estado.

“Nós tivemos a iniciativa de procurar a Anoreg Paraná, e em conjunto, pensamos em começar a atuar numa política pública que trate a questão da empregabilidade das mulheres que sofrem com a violência”, explicou a corregedora da Justiça, desembargadora Ana Lúcia Lourenço.

De acordo com a cartorária e Diretora da Anoreg, Nara Dariane Dors, a parceria tem um grande potencial diante da representatividade dos cartórios nas cidades paranaenses. “Os cartórios têm uma capilaridade muito grande, eles estão presentes em todos os municípios e são um espaço de acolhimento. Essas mulheres chegam ao cartório de uma maneira muito mais fácil do que chegam a um juiz, a um promotor, ou até a um advogado. É um ambiente mais fácil para aproximação e a chance de existir uma vaga em qualquer canto do Paraná amplia-se bastante”, destacou a cartorária.

Projeto começará funcionando na Grande Curitiba

Neste primeiro momento o projeto “Cartório Acolhedor” funcionará, em caráter piloto, em Curitiba e região metropolitana. O cadastro das mulheres interessadas em buscar uma dessas vagas será feito pelo site: www.cartorioacolhedor.com.br. O mesmo portal será usado para os cartorários inscreverem as vagas disponíveis, serão eles os encarregados de fazerem o contato para marcar as entrevistas de emprego. 

De acordo com a Diretora de Políticas para as Mulheres da Secretaria Municipal da Mulher, Aline Betenheuser, a ação representa um passo importante para quebrar o ciclo de violência em que muitas mulheres se encontram.  “Quanto mais independência financeira a gente der, mais livre da violência elas vão estar. Menos medo de sofrer a violência elas vão ter. Então o fortalecimento, o resgate dessa vida e a manutenção desse emprego dela é algo que faz com que a gente avance ainda mais nas políticas públicas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar”, afirmou. 

A proposta é que o projeto seja amplamente divulgado, principalmente em instituições que integrem a rede de apoio. É o caso da Casa da Mulher Brasileira, que centraliza o atendimento integral e humanizado a mulheres em situação de violência, oferecendo apoio jurídico, psicossocial, acolhimento, delegacia especializada, entre vários outros serviços. “Começar esse projeto-piloto dentro da Casa da Mulher Brasileira é muito significativo. A oportunidade dessas mulheres que sofreram situação de violência doméstica serem acolhidas num cartório é muito importante, traz dignidade, cidadania e a possibilidade do recomeço para essa mulher”, destacou a diretora da CMB de Curitiba, Sandra Praddo. 


Fonte Bem Paraná

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