Torcedora do Avaí comete racismo em jogo da Série B

Ressacada, estádio do Avaí
Ressacada, estádio do Avaí (Crédito: Divulgação/Avaí)

Uma torcedora do Avaí cometeu racismo e xenofobia durante a partida de futebol contra o Remo, no último sábado, no estádio da Ressacada, em Florianópolis, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

O QUE ACONTECEU

A torcedora gritou frases como “vão embora de jegue”, “olha a tua cor”, “pobre aqui não fica” e “gastou o salário para vir”. As declarações foram em direção à torcida do Remo presente na Ressacada.
Um homem parece repreender a mulher, mas ela não se intimidou e seguiu com as agressões. O torcedor, que estava ao lado, vestindo uma camisa amarela, não insistiu.

Em nota, o Avaí repudiou o episódio e se comprometeu a identificar e suspender o acesso da torcedora a eventos do clube. O clube afirmou que “não se exime de sua responsabilidade social. Reafirmamos nosso compromisso de promover ações e campanhas educativas para combater o racismo e todas as formas de discriminação”.

“O Avaí Futebol Clube reitera seu posicionamento de repúdio inequívoco e total à conduta racista e xenófoba manifestada por uma torcedora durante a partida entre Avaí x Remo. […] Tão logo tivemos ciência do ocorrido, iniciamos o processo de identificação da pessoa responsável. Estamos em total colaboração com as autoridades competentes para que as investigações sejam concluídas e as sanções legais, aplicadas”, Avaí, em nota oficial

Nota do Remo

Já o Remo reforçou que “racismo e a xenofobia são crimes e precisam de uma resposta à altura da gravidade dos fatos”. O clube compartilhou uma nota oficial em suas redes sociais.

“Esse ato repugnante é uma clara manifestação de racismo e intolerância, e não pode ficar impune. […] A intolerância e o preconceito precisam ser combatidos, seja no esporte ou em qualquer lugar na sociedade”, Remo, em nota oficial

O jogo

O Avaí venceu a partida por 3 a 1 e complicou as chances do Remo de subir para a Série A. O time paraense é o sexto colocado da Série B, com 59 pontos, três a menos do que o quarto colocado Goiás.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina não se manifestou. Caso o faça, a matéria será atualizada.


Fonte Bem Paraná

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