desembargador
Após repercussão acerca da absolvição de homem acusado de estupro contra menina de 12 anos, começaram a surgir denúncias de delitos sexuais contra o próprio desembargador (Foto: Juarez Rodrigues/TJMG)

O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi afastado do cargo nesta sexta-feira (27 de fevereiro). A determinação é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e saiu no mesmo dia em que o magistrado foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

A medida foi tomada após o magistrado se tornar conhecido por absolver um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e a mãe da menina, que teria sido conivente com o crime. A partir da repercussão doc aso, denúncias contra o desembargador começaram a surgir, apontando que ele próprio teria praticado delitos sexuais durante o período em que atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG).

Segundo o conselho, cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Ao identificar que há fatos recentes, que ainda não prescreveram, o CNJ determinou o prosseguimento da apuração das denúncias.

Diante das acusações, Magid Nauef ficará afastado do cargo para evitar interferências na investigação.

Desembargador recuou antes de afastamento

Nesta quarta-feira (25), antes de ser afastado, o desembargador proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância que condenou o homem e a mãe da adolescente. Ele também determinou a prisão dos acusados.

Agência Brasil busca contato com a defesa do magistrado.