
O técnico Fernando Seabra buscou tratar a eliminação do Coritiba no Campeonato Paranaense na tarde deste sábado (21 de fevereiro) como um aprendizado para a equipe. Depois do empate em 2 a 2 e da derrota por 6 a 5 nos pênaltis contra o Operário de Ponta Grossa, o treinador exigiu que sua equipe consiga dominar mais o adversário e também apresentar mais consistência. A ideia é manter o bom desempenho ofensivo que o time vem apresentando e, ao mesmo tempo, dar mais segurança defensiva ao grupo.
“A gente precisa trabalhar para ter mais domínio e ser mais consistente defensivamente”, disse o treinador após a partida, apontando que o estadual ficou marcado pelo pouco tempo de preparação, num momento em que a comissão técnica ainda busca entender a melhor forma de extrair desempenho e rendimento do elenco.
“Em alguns aspectos tivemos uma evolução importante. Nossas transições ofensivas são um exemplo. E defensivamente já tivemos mais solidez, mas quando estávamos com um repertório ofensivo menor. Para fazer a temporada que precisamos, temos que conseguir conciliar o desafio de ganhar repertório defensivo, que envolve ter uma marcação mais agressiva e avançada, mas ao mesmo tempo ter uma boa gestão dos espaços perto do nosso gol para reduzir a taxa de conversão em gol dos adversários”, declarou.
Troca de Lucas Ronier por Fernando Sobra e resumo do jogo
Sobre os dois jogos contra o Operário, Seabra avaliou que o Coxa foi superior tanto no começo do jogo em Ponta Grossa quanto em Curitiba. Na partida de hoje, porém, ele disse ter visto seu time perder os comportamentos depois dos 25 minutos do primeiro tempo, quando a equipe passou a não ter mais uma reação pós-perda tão rápida e passou a não apresentar a mesma prontidão para as reposições.
“Começamos a ter algumas escolhas não condizentes com o que a gente esperava. Essa inconsistência criou a janela de oportunidade pro Operário entrar no jogo e fazer 1 a 0. Fizemos ajustes no intervalo. O ajuste ofensivo nos deu mais variabilidade. O ajuste defensivo funcionou num primeiro momento, depois começou a ter dificuldade e depois tivemos de voltar ao plano inicial para ter mais estabilidade. E o jogo entrou num período mais emocional, sem controle”, analisou o técnico.
Ainda segundo o treinador, a substituição, já no fim do jogo, de Lucas Ronier por Fernando Sobral foi já pensando nos pênaltis. “Temos trabalhado pênaltis, não só para essa decisão. Sabemos quais as preferências, quem tem mais consistência, e isso entrou ali na última troca, com a entrada do Sobral, que é um especialista.”
Fonte Bem Paraná