
O Governo do Paraná pretende investir cerca de R$ 1,6 bilhão para a implementação do Programa de Segurança Hídrica do Paraná (PSH). A iniciativa visa garantir água em quantidade e qualidade para os paranaenses no contexto das mudanças climáticas. Dessa forma, aumentar-se-ia a disponibilidade de água, inclusive para expansão das áreas agrícolas.
Para avançar na iniciativa, nesta segunda-feira (9 de fevereiro) o governador Ratinho Junior encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei. A iniciativa autoriza o Governo do Estado a contratar uma operação de crédito de até US$ 186 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Além disso, o Governo do Paraná conta com uma contrapartida de US$ 77 milhões no programa.
Ou seja, os investimentos para implementação das iniciativas somam US$ 263 milhões, o equivalente a R$ 1,6 bilhão.
O que é o PSH?
O PSH é uma iniciativa multissetorial de investimento e envolve as secretarias estaduais do Planejamento (SEPL) e Agricultura e Abastecimento (Seab), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Instituto Água e Terra (IAT) e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Além destas, as secretarias das Cidades (Secid) e do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) também fazem parte das políticas relacionadas.
Segundo a mensagem que acompanha o projeto de lei, o Programa de Segurança Hídrica do Paraná “terá dentre seus objetivos o fortalecimento da gestão integrada de órgãos e entidades estaduais para mitigação de riscos à segurança hídrica, a promoção da sustentabilidade ambiental e da conservação de solos e mananciais, o aumento da resiliência da população, da agricultura e dos sistemas de abastecimento de água e saneamento frente a eventos climáticos extremos e o apoio ao desenvolvimento econômico e social, sobretudo no setor agropecuário”.
Os recursos serão utilizados para garantir a efetividade de políticas públicas de segurança hídrica e desenvolvimento sustentável. A previsão é que se reduzam os riscos de erosões e enchentes, que se modernize redes de monitoramento e o uso de tecnologias, além da realização de ações voltadas à universalização do acesso a serviços de saneamento em áreas rurais.
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Fonte Bem Paraná