O que deve saber antes da Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo
Torneio histórico terá 48 seleções, três países-sede e mudanças profundas no formato da competição. Foto: Divulgação

A Copa do Mundo FIFA de 2026 vai ser a 23ª edição da competição número 1 de seleções de futebol. Começa no dia 11 de junho, com o jogo de abertura no Estádio Azteca, no México, e termina no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos EUA. O Canadá é outro dos três países anfitriões.

Foi em junho de 2018 que a candidatura tripla de Canadá, México e EUA foi oficialmente escolhida para sediar o torneio, durante o 68º Congresso da FIFA. Esta será a estreia do Canadá como anfitrião de fases finais da Copa, enquanto os EUA sediaram a competição em 1994 e o México o fez em duas ocasiões, em 1970 e também em 1986.

O novo formato

Nunca se viu nada assim numa Copa do Mundo. Serão 48 as seleções participantes, um número histórico. Num total de 104 jogos disputados, haverá 12 grupos de quatro seleções. Classificam-se os dois primeiros de cada grupo e também os 8 melhores terceiros colocados no conjunto dos 12 grupos.

Ou seja, haverá somente quatro equipes que, ficando em terceiro lugar no seu grupo, ficarão de fora da fase eliminatória. E essa é outra das novidades, pois haverá uma primeira fase de mata-mata antes das oitavas de final. Um caminho mais longo para chegar à glória. E as quatro seleções que chegarem ao G4 farão… oito jogos.

As datas

  • Jogo de abertura: México x África do Sul (11 de junho)
  • Fase de grupos (Primeiras três rodadas): 11 a 27 de junho
  • 1ª fase do mata-mata: 28 de junho a 2 de julho
  • Oitavas de final: 4 a 7 de julho
  • Quartas de final: 9 a 12 de julho
  • Semifinais: 14 e 15 de julho
  • Jogo de 3º/4º lugar: 18 de julho
  • Final: 19 de julho

As 16 cidades-sede e os estádios (11 deles nos EUA)

São 16 os estádios que vão receber jogos nesta edição da Copa do Mundo, a grande maioria deles (11) em território norte-americano, onde será realizada a grande final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Haverá ainda jogos realizados em 3 estádios do México e em 2 do Canadá.

Estados Unidos

MetLife (Nova York) – O palco da estreia do Brasil e também o mesmo da final da Copa, no dia 19 de julho, é um dos 7 jogos que vai receber. É a casa dos New York Giants e dos New York Jets e recebeu a final da Copa América de 2016.

SoFi Stadium (Los Angeles) – O estádio mais recente e mais sofisticado, inaugurado em 2020. Vai receber dois jogos da seleção dos EUA na fase de grupos. A casa dos Los Angeles Rams e Los Angeles Chargers.

Hard Rock (Miami) – Vai ser o palco de Brasil x Escócia e também do jogo de terceiro e quarto lugares. É a casa dos Miami Dolphins (NFL) e tem uma forte tradição no Super Bowl.

Mercedes-Benz Stadium (Atlanta) – A casa dos Atlanta Falcons (NFL) e do Atlanta United (MLS).

Gillette Stadium (Boston) – A casa dos New England Patriots (NFL).

AT&T (Dallas) – A casa dos Dallas Cowboys (NFL).

Lincoln Financial Field (Filadélfia) – A casa dos Philadelphia Eagles (NFL). O palco do segundo jogo do Brasil na 1ª fase, contra o Haiti.

NRG Stadium (Houston) – A casa dos Houston Texans (NFL).

GEHA Field at Arrowhead (Kansas City) – A casa do Kansas City Chiefs (NFL).

Levi’s Stadium (San Francisco) – A casa dos San Francisco 49ers (NFL).

Lumen Field (Seattle) – A casa dos Seattle Seahawks (NFL), do Seattle Sounders (MLS) e do Seattle Reign (NWSL).

Canadá

BMO Field (Toronto) – Vai receber o primeiro jogo do Canadá, no dia 12 de junho. É a casa do Toronto FC (MLS).

BC Place (Vancouver) – Vai receber o segundo e terceiro jogos do Canadá. A casa dos BC Lions (CFL) e dos Vancouver Whitecaps (MLS).

México

Estádio Azteca (Cidade do México) – O palco do jogo de abertura (México x África do Sul), dia 11 de junho, às 16h (horário de Brasília). O primeiro estádio da história a abrir três Copas, depois de 1970 e 1986.

Estádio Akron (Guadalajara) – A casa do Chivas Guadalajara, na cidade de Jalisco. Outra das casas da seleção mexicana.

Estádio BBVA (Monterrey) – A casa do Monterrey, conhecida como ‘O Gigante do Aço’.

O que esperar do Brasil na Copa do Mundo 2026

A seleção brasileira foi colocada no Grupo C, o que desde logo pode ser um bom sinal para os mais supersticiosos. Foi também no Grupo C que a França começou sua caminhada triunfal nas Copas de 1998 (em casa) e 2018 (na Rússia); foi nesse mesmo grupo que a Argentina entrou na última Copa, em 2022. E sim, foi também começando no Grupo C que Felipão conduziu o Brasil ao título de 2002, no Japão e na Coreia do Sul.

Deixando as superstições de lado, o Brasil pode e deve estar entre os candidatos a levantar a Copa, mas não será fácil, pois há muitas seleções fortes que, tal como o Brasil, têm legítimas ambições de conquista. E segundo a previsão da Copa do Mundo 2026 da Sporty Trader, o Brasil foi colocado no pote 1 do sorteio, por ser uma das nove melhores equipes do ranking mundial da FIFA, acompanhadas das três seleções anfitriãs. Porém, os principais favoritos são Espanha e França.

Os adversários do Brasil na Copa do Mundo 2026

Marrocos: Começou o ano de 2026 com uma grande frustração na Copa das Nações Africanas, jogando em casa, perdendo a final na prorrogação em Rabat para o Senegal. É um título que foge aos Leões do Atlas há 50 anos. Foi, porém, a grande surpresa da última Copa, no Catar, afastando a Espanha nas oitavas e Portugal nas quartas, e caindo apenas com a França nas semifinais. Esse duelo servirá para o Brasil medir sua força.

Haiti: Entre todas as seleções que demoraram mais anos para voltar a uma fase final da Copa do Mundo, o Haiti é a que esteve mais tempo sem conseguir. Desde 1974 que os haitianos não conseguiam a classificação, ou seja, há mais de 50 anos. Seleção nº 84 do ranking mundial, ficou à frente de Honduras e Costa Rica nas eliminatórias da Concacaf.

Escócia: A seleção nº 36 do ranking mundial da FIFA conseguiu o passaporte direto para esta Copa de forma dramática, empurrando a Dinamarca para o playoff. Na última fase final de seleções, não passou da fase de grupos da Eurocopa e já não participava numa Copa do Mundo desde 1998, onde caiu também logo na primeira fase.

O calendário do Brasil na Copa do Mundo 2026

Brasil x Marrocos

13 de junho

19h (horário de Brasília)

MetLife Stadium (Nova Jersey)

Brasil x Haïti

19 de junho

22h (horário de Brasília)

Lincoln Financial Field (Filadélfia)

Brasil x Escócia
24 de junho
19h (horário de Brasília)
Hard Rock Stadium (Miami)

Cruzamentos potenciais no mata-mata

No plano meramente teórico, e assumindo que as seleções europeias do pote 1 vencem os respectivos grupos, então o Brasil já sabe que até as oitavas não enfrentará nenhum dos principais candidatos. Em teoria, o jogo da 1ª fase do mata-mata pode até ser mais complicado do que o seguinte, nas oitavas.

Seja 1º ou 2º, o Brasil olhará para as seleções de Países Baixos, Japão ou Suécia (caso confirme a presença no playoff europeu) como adversários possíveis, no cruzamento do Grupo C (o do Brasil) com o Grupo F. Só depois disso, a partir das oitavas, é que tem realmente consequência a diferença entre ser 1º ou 2º colocado na primeira fase.

Seleções como Costa do Marfim, Equador, Senegal ou Noruega podem cruzar com o Brasil na fase seguinte, se o Brasil for primeiro colocado. Mas se for segundo, aí o cruzamento nas oitavas já será diferente, com Coreia, Dinamarca, Canadá, Suíça ou Itália (se conseguir a classificação no playoff europeu) como possíveis adversários.

42 seleções já confirmadas

Das 42 seleções que já têm presença garantida na próxima Copa do Mundo, 26 delas repetem a presença do Mundial do Catar, em 2022. Colômbia, Egito e Panamá são as três seleções que retornam tendo falhado a edição anterior, e há ainda seleções que já não apareciam na elite desde 2010, como são os casos de Nova Zelândia, Paraguai e África do Sul.

Entre as seleções africanas, Argélia e Costa do Marfim retornam ambas 12 anos depois. E por enquanto, entre as seleções já confirmadas, são quatro as estreantes: Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao. Destaque para Cabo Verde, que será o quarto país de língua portuguesa participando de uma Copa, depois do pentacampeão Brasil, de Portugal e da Angola.

De retorno após vários anos estão também três seleções europeias que merecem essa nota: Noruega, Áustria e Escócia, adversária do Brasil, que já não participa de um Mundial desde 1998. Entre os ausentes, destaque para o Chile, que ainda há pouco mais de uma década venceu por duas vezes a Copa América, e em 2026 falhará seu terceiro Mundial consecutivo. Mas há ainda seleções europeias de grande nível em risco de falhar a presença: Itália e Dinamarca, por exemplo.

As seis vagas em aberto para a Copa 2026

Entre os dias 23 e 31 de março deste ano, ficarão definidas as seis vagas ainda em aberto, para completar o grupo de 48 finalistas na Copa de 2026. Este foi o resultado do sorteio, que divide a repescagem europeia (4 eliminatórias) e a repescagem mundial (2 eliminatórias).

Repescagem europeia

Caminho A: (País de Gales x Bósnia e Herzegovina) x (Itália x Irlanda do Norte)

Caminho B: (Ucrânia x Suécia) x (Polônia x Albânia)

Caminho C: (Eslováquia x Kosovo) x (Turquia x Romênia)

Caminho D: (Tchéquia x Rep. Irlanda) x (Dinamarca x Macedônia do Norte)

Repescagem mundial

Caminho 1: (Nova Caledônia x Jamaica) x RD Congo

Caminho 2: (Bolívia x Suriname) x Iraque


Fonte Bem Paraná

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