
O bem estar social da população passa muito pela presença de centros de lazer e atividade física. Entretanto, a quantidade desses espaços no país ainda parece distante do ideal, segundo os especialistas.
De acordo com a pesquisa da Fitness Brasil, apenas 46% dos municípios brasileiros possuem centros para atividade física. O estudo também aponta que a região Sudeste concentra o maior número de estabelecimentos. Nesses locais, a musculação possui maior procura, sendo responsável por 45% dos ambientes.
Clubes
Neste contexto, os clubes surgem como alternativas importantes, uma vez que oferecem estrutura e espaço para atividades recreativas e esportivas. “Diferentemente dos Estados Unidos, onde esses espaços se concentram em escolas e universidades, no Brasil os clubes ganham protagonismo, surgindo como principal porta de acesso ao esporte nos municípios. Muito além de vitórias e conquistas, outro ponto relevante é a democratização do acesso de qualidade ao esporte”, afirma Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes.
Escolar
Os números são semelhantes quando o assunto é infraestrutura esportiva escolar. De acordo com o Censo Escolar de 2023, somente 45% das escolas de educação básica contam com quadras para esportes, fora a necessidade de muitos professores de educação física comprarem o próprio material para ministrar as aulas.
“Esses espaços para atividades esportivas, principalmente junto a comunidades carentes ou de vulnerabilidade e risco social, possuem um grande potencial para afastar a juventude das drogas e da influência do tráfico, da criminalidade e da violência”, afirma Victor Schildt, vice-presidente da Recoma, empresa que atua há 46 anos no mercado de pisos esportivos e que executou Complexos Esportivos importantes, como a pista de atletismo do Parque Ibirapuera e os campos de futebol e rugby do Parque Ceret, no Tatuapé.
Centros Esportivos
Schildt também ressalta que os investimentos em Centros Esportivos também podem ser eficientes para fomentar oportunidades de emprego e inclusão: “não apenas através dos atletas de elite, que eventualmente conseguirem desenvolver carreiras de sucesso, com base em seus talentos descobertos nestes locais, mas principalmente por meio de toda uma cadeia de profissionais voltados para a prestação de serviços, como professores de educação física, técnicos, árbitros, entre outros, e comércio de produtos relacionados, como equipamentos esportivos, alimentação saudável e suplementação nutricional, entre outros, causando impactos socioeconômicos positivos no médio e longo prazo”, completou.
Democratizar
Nesse sentido, as iniciativas sociais também ganham relevância. Projetos como o Na Atividade, presente em Mangaratiba e Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro, e o MultiEsporte, que abrange diversos estados brasileiros, são cruciais para democratizar o acesso à atividade física. Realizados pela Associação Encaminhando, com apoio da CRIAPE – Criação, Planejamento e Execução de Projetos – essas ações oferecem aulas gratuitas de ginástica e recreação, promovendo saúde física e emocional para a população.
“O esporte é uma ferramenta de transformação poderosa. Quando levamos atividades físicas para dentro das comunidades e criamos espaços para a população, estamos oferecendo mais do que lazer: estamos promovendo saúde, autoestima e inclusão. Os projetos que desenvolvemos têm esse propósito: fazer do movimento um agente de mudança social e também centros de lazer e atividade física”, afirma Cleverson Dutra, diretor de projetos da Associação Encaminhando.
Fonte Bem Paraná