Técnico do Coritiba fala sobre Atletiba, Pedro Rocha e aspirantes

Fernando Seabra
O técnico do Coritiba, Fernando Seabra (Crédito: Divulgação/Coritiba/JP Pacheco)

O técnico do Coritiba, Fernando Seabra, avaliou o desempenho da equipe na vitória sobre o Maringá e falou sobre o planejamento para as próximas rodadas, para o Atletiba e sobre o atacante Pedro Rocha. As declarações foram na entrevista coletiva pós-jogo, no estádio Willie Davids. Confira:

DESEMPENHO EM MARINGÁ

Tô muito satisfeito com o espírito de competitividade, com o comprometimento da equipe em fazer o que fosse necessário para conseguir conquistar o resultado. A gente viu uma equipe que inicialmente por não ter feito nenhum amistoso e está estreando contra uma equipe que está com oito semanas de trabalho amistoso mais dois jogos oficiais uma equipe que demorou ali cerca de 14 15 talvez até 20 minutos para entrar num ritmo de competição conseguiu elevar o seu ritmo de jogo, conseguiu entender os movimentos do adversário, que tinha boas ideias e que estava desequilibrando a nossa organização defensiva com a sua construção, e equilibrou o jogo, principalmente a partir dos 30 minutos do primeiro tempo. Se você for ver, as duas melhores chances mais claras de gol do jogo foram nossas. Uma delas foi o gol. Além disso, ainda teve mais uma numa pressão pós-perda que a gente faz, um cruzamento do Bruno Melo e uma definição do Fabinho, que acaba saindo na mão do goleiro, mas uma situação também limpa, claro, que poderia ter gerado alguma coisa.

ESPÍRITO COMPETITIVO

Existe uma identidade nesse grupo que é um espírito competitivo muito forte e que aqueles jogadores que estão chegando eles estão assimilando isso muito bem e reforçando isso. Saber superar momentos de adversidade no jogo e construir um resultado é algo que mostra a maturidade competitiva do grupo que está sendo formado.

JOGO FLUIDO

Tivemos seis estreias no dia de hoje. Nos faltou volume, mas as chances de maior qualidade, que são aquelas que definem o jogo, foram criadas por nós. Então, o futebol é um jogo que tem várias fases intermediárias e as terminais. Nas terminais, na frente, no ataque, atrás, na defesa, nós prevalecemos. Isso é muito importante. E isso faz parte de um comprometimento coletivo, que as melhores chances criadas foram com os jogadores de frente fazendo situações de pressão. E as melhores chances que poderiam, ou ataques promissores do adversário que poderiam ter ocasionado alguma situação mais clara, foram resolvidas com o time compactando, recuperando rápido e fazendo peso para defender o último terço e os espaços vitais de área, não apenas dos zagueiros, não apenas dos laterais. É um esforço coletivo muito grande, que a equipe conseguiu produzir. Isso é futebol de alta competição. É claro que a gente gosta de fazer um jogo fluido, gosta de também fazer um jogo envolvente, mas isso é algo que vem com o tempo. Isso é algo que vai depender de a gente conseguir de uma forma correta e colocando conteúdo, repertório, variação. Agora, o que a gente nunca pode deixar de ter no futebol é competitividade.

PEDRO ROCHA

Você tem um jogador que tem duas chances e faz uma. É um bom sinal. Agora, para além da capacidade de conversão, é um jogador que que também tem outras virtudes: a capacidade de associar, de potencializar outros jogadores que vêm de trás. Também tem situação de um contra um de frente, movimentos de ataque às costas.

ESCALAÇÃO CONTRA O MARINGÁ

A escalação leva em consideração inclusive o ritmo de jogo. Quando a gente já pensa no Tiago Cóser e no Joãozinho (Almeida) fazer o jogo anterior contra o Londrina já era um plano pra não colocar onze jogadores sem ritmo de jogo (contra o Maringá).

ATLETIBA

Clássico sempre vem carregado de uma atmosfera, de uma história, de uma expectativa. Estamos construindo uma forma desportiva, um elenco com muitos jogadores sendo agregados a partir daqueles que continuaram, A gente também enfrenta um adversário que, embora provavelmente vá estrear nessa temporada muitos jogadores, tem uma continuidade grande de trabalho. E aí cabe a gente fazer o que a gente fez hoje (contra o Maringá). Independente da circunstância, a gente tem que ter um espírito muito grande de doação, um espírito de luta incrível. A gente aproveitar esse clássico para aprofundar a nossa competitividade, a nossa entrega coletiva. E assim desenvolver e aprofundar pontos que são pedras fundamentais do trabalho.

TIME DE ASPIRANTES SERÁ USADO NOVAMENTE?

Depende dos próximos jogos. As possibilidades estão abertas, mas futebol é feito dia a dia. E a gente vai avaliando e tomando as melhores decisões, pensando aí no desenvolvimento do nosso trabalho nessa fase inicial.


Fonte Bem Paraná

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