
A Fifa pretende aumentar a repressão à cera por contusões simuladas e ampliar ainda mais a atuação do VAR nos jogos de futebol. Ao menos é o que indicou o chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Colina, em evento prévio ao sorteio do Mundial. Algumas novidades podem até ser implantadas já para a Copa do Mundo de 2026, nos EUA, Canadá e México.
Em relação ao VAR, o próximo passo é a utilização da tecnologia para revisar segundos amarelos, que resultem em expulsão. Isso já foi testado e será levado para votação na IAFB, instituição que regula as regras do futebol. A reunião será em março, portanto, a tempo de implementar a medida para a Copa se aprovada. Também será analisada a câmera corporal para árbitros, utilizada no Mundial de Clubes.
Colina ainda defende a utilização do VAR para lances de escanteio, isto é, para determinar se de fato houve toque do defensor ou foi tiro de meta. Esse item ainda está mais embrionário, e não será usado na Copa.
“Seria uma pena se uma competição for decidida não pelos jogadores, mas por um erro honesto do árbitro. Foi o que nos convenceu sobre tecnologia”, contou Colina, que, no entanto, entende que não pode haver atrasos nos jogos.
Cera
A Fifa também está atenta na questão de ceras por simulações de lesões. Foi feito um teste na Copa Árabe com a retirada de jogadores caídos por dois minutos no caso de atendimento médico. Colina disse que houve zero intervenções médicas em oito partidas com a implementação da regra.
“Não é só questão de perda de tempo e sim de perda de ritmo. Assim podem ser tratados por mais tempo pelos médicos. Quando os médicos entram, eles ficam 2min fora do campo. Oito jogos jogados e tivermos zero interferência dos médicos”, analisou, deixando claro que pretende apoiar a proposta no futuro.
A questão é em relação aos goleiros. A Fifa ainda analisa o que fazer em relação a paralisações por contusões de goleiros, que tem aumentado. O chefe de arbitragem ironizou dizendo que não acha que os goleiros passaram a se contundir mais do que no passado.
Outro ponto que atinge os goleiros é a questão de segurarem as bolas nas mãos por mais tempo. Colina entende que a regra de oito segundos, que gera escanteio, ainda é pouco aplicada. É de se esperar que na Copa os árbitros sejam rigorosos.
“Temos a possiblidade de limpar o jogo de coisas diferentes. Goleiros estão ficando (com a bola) nas mãos mais que cinco segundos. Porque sabiam que os árbitros não iam interferir. Algumas ligas chegavam a 25 segundos. Não é entretenimento ter essa posição da bola. Decidimos dar dois segundos menos. Quando tiver 8 segundos, o árbitro vai interferir”, completou.
Fonte Bem Paraná